Protelação vantajosa e desonesta

Os rankings elaborados pelo Tribunal Superior do Trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho revelam que grandes bancos como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Caixa e Santander têm utilizado, há décadas, a Justiça do Trabalho para protelarem o pagamento de horas extras e seus reflexos nas rescisões trabalhistas. Segundo especialistas no assunto, para acelerar os processos e reduzir o tamanho da estrutura da Justiça Trabalhista brasileira, que custa bilhões aos contribuintes, uma das saídas mais indicadas seria aumentar os custos dos recursos para usuários frequentes da Justiça. Como a maioria dos processos têm as mesmas demandas, o aumento no custo dos recursos seria um grande incentivo para a conciliação nas primeiras instâncias, aliviando assim o Judiciário e reduzindo o número de processos para um patamar similar ao de países civilizados. Como a mudança faz todo o sentido, só é preciso que um parlamentar tenha a coragem de incluir esta sugestão na proposta de reforma trabalhista, que tramita atualmente no Congresso Nacional.

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