Um Ditador e suas mesóclises

Não seria uma surpresa se chegássemos ao estágio em que se encontra hoje a Venezuela, se ainda conduzidos pelos PTralhas. A surpresa é o antes travestido conciliador, afável e constitucionalista Temer, assumir seu lado ditador e liderar, com razoável chances de sucesso, nosso caminho rumo à Venezuela:

Classe política vendida, subserviente e covarde em busca cega pela sobrevivência.

Total perda de identidade dos maiores partidos políticos.

TSE em sua maioria de marionetes e agindo na manutenção do sórdido processo eleitoral.

STF inoperante, com quatro ministros infiltrados e declaradamente submissos às diretrizes da oligarquia em comando, perdido numa guerra de vaidades, e aguardando a chegada do novo presidente, um infiltrado, em Dezembro 2017.

CPI JBS aberta com o único objetivo de constranger o que resta da Justiça.

Mudança arquitetada na liderança da Polícia Federal com esvaziamento da Lava Jato.

Novo PGR em Setembro 2017, potencial cargo a ter um infiltrado.

Em editoriais recentes, um grande e tradicional meio de comunicação rasga sua história de relevante luta democrática e passa a condenar a Lava Jato. Junta-se à imprensa corporativista em defesa do “status quo” das tradicionais oligarquias. Em breve vão se alinhar a eles o grupo dos grandes bancos.

Portanto, não seria nenhum exagero imaginar que poderemos, sim, desfrutar do autoritarismo hoje vigente na Venezuela. É uma questão de tempo se a sociedade não reagir antes.

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