O banco holandês ABN Amro pretende retornar ao varejo bancário brasileiro ainda este ano. Após descartar a compra do Banco Votorantim, o banco pretende acessar clientes pessoa física no Brasil através da criação ou aquisição de um banco digital. Com a crise do grupo J&F, o banco holandês aparece no topo da lista dos sonhos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para comprar o polêmico Banco Original. O banco controlado por Joesley Batista já possui uma plataforma digital de varejo e é focado no agronegócio, o que cairia como uma luva para o ABN. O grande empecilho para a transação sair é que os holandeses querem distância dos holofotes e das dores de cabeça que o Original poderia trazer. A prova disso foi que, no início do ano, muito antes da delação de Joesley, o braço de atacado do ABN, que já atua no Brasil desde 2015 e é focado em grandes grupos exportadores, negou, por riscos de reputação, uma linha crédito para o Grupo JBS. Pelo jeito, o FGC terá que enfeitar muito a moça para o casamento sair.
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