As 97 emendas à MP 784/2017, conhecida como MP do Bradesco ou MP da salvação dos bancos, têm demonstrado o grau de desespero das grandes instituições financeiras para se livrarem dos riscos que poderiam ser trazidos pelas delações de Guido Mantega e Antonio Palocci. As emendas e a MP em si deverão render belas mordomias para os políticos aliados aos grandes bancos. Entre elas, cartões de crédito com faturas pagas pelos próprios bancos. Até agora, apenas o senador Reguffe (sem partido) foi um dos pouquíssimos políticos a criticar publicamente a medida. Segundo ele, a MP poderá favorecer alguns bancos, mas do jeito que está não vai ao encontro do interesse do contribuinte brasileiro. Para ele, o Banco Central deveria fiscalizar o sistema financeiro. Quem conhece a atuação do Banco Central, sabe que isso atualmente acontece de maneira extremamente precária. Não é a toa que alguns pequenos bancos estão há mais de dois anos sem cumprir com indicadores básicos, como índices de capitalização mínimo.
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