Lipo forçada

O anúncio do programa de demissão voluntária do Banco Bradesco, pouco mais de um ano após a aprovação da transação de compra do HSBC pelo CADE, é um indício forte de que as sinergias e os ganhos de escala alcançados, até o momento, pela Cidade de Deus, estão muito aquém do esperado e desejado pelos analistas de mercado. Segundo clientes do banco ouvidos pelo blog, após a fusão, o Bradesco ficou mais inchado até que os bancos estatais e tem perdido, com frequência, muitos clientes e operações por falta de agilidade e taxas competitivas para concorrentes como o Itaú e Santander. Do ponto de vista de quem acompanha de dentro a integração das duas instituições, o Bradesco não conseguiu, desde o anúncio da transação, atrair ou reter os melhores talentos do HSBC. Com isso, além de inchado, o Bradesco acabou herdando apenas quem não tem condições de se colocar em outra instituição, ou seja, os piores. Com um quadro no mínimo complicado, a dúvida do mercado é porquê um banco privado, que poderia ter cortado drasticamente na carne, recorreu a um instrumento como o PDV, que geralmente é utilizado por empresas estatais, e que geralmente não traz os efeitos desejados. 

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