Economia fatal

Especialistas em aviação ouvidos pelo blog chamam a atenção para três acidentes fatais que ocorreram com aeronaves do tipo King Air desde 2012 no Brasil. O primeiro deles foi no aeroporto de Jundiaí em 2012. O segundo, vitimou o ex-ministro do supremo Teori Zavascki. Já o último, foi no Campo de Marte na semana passada. Coincidência ou não, em todos os três casos, havia apenas um piloto no comando das aeronaves. Mesmo sendo uma aeronave homologada para operar apenas com um piloto, o que ficou evidente é que mesmo pilotos experientes e com milhares de horas de voo não tem sido capazes de agir sozinhos em emergências envolvendo este tipo de aeronave. Considerando a grande carga de trabalho exigida do piloto no cockpit deste tipo de aeronave, a dúvida que fica é porquê operadores de King Air tem insistido em operar seus equipamentos com apenas um piloto, especialmente em uma época onde o que mais sobram são co-pilotos dispostos a voar por R$200,00 ou até mesmo em troca das horas de vôo. Como se vê, trata-se de uma economia fatal e que coloca em risco a vida de diversas pessoas, inclusive as que moram nas adjacências dos aeroportos.

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