Justiceiros x Quadrilheiros

O artigo “Manadas de WhatsApp” de José Padilha contrapõe ações da justiça e os “picaretas” de plantão com críticas à relação juiz e promotores que aflorou após vazamentos de hackers dos diálogos sobre a Lava Jato. Mais que tudo, o importante do artigo seria desencadear um embate ético a ser discutido que extrapola os limites legais ou não das ações dos Justiceiros que desvendaram com sucesso o maior crime de corrupção da história moderna cometido pelos Quadrilheiros. Como combater um conjunto de sofisticadas organizações criminosas com inimagináveis resultados financeiros e responsáveis por práticas de corrupção já endêmica, até então inimputáveis pela justiça? Como lidar com as ramificações complementares de interesses político-econômico e o multipartidarismo associativo sedento de caixa dois, todos operando em perfeita sinergia? Como avançar em investigações, provas e condenação junto às quadrilhas que sabidamente (Banestado e Castelo de Areia) estavam protegidas por um conjunto de leis deliberadamente confuso e procrastinatório, a favor do réu de mais poder econômico e assentado numa justiça superior sob suspeita? Risco ao Estado Democrático de Direito? Mas ele efetivamente vigorava igualmente para todos, ou era mais Estado e as benesses do Direito para poucos privilegiados? Não tem como afugentar lobo com estilingue, pior ainda uma alcatéia. Que venham mais e mais operações Lava Jato.

Os comentários estão encerrados.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: