A falta de estadista

A reforma da previdência deixou escancarada a escassez de estadistas que o Brasil está vivendo. Parlamentares não se preocupam com as consequências de suas atitudes para a nação quando colocam sua popularidade e chances de reeleição acima da preocupação com o povo. O empurra-empurra da inclusão dos Estados e Municípios na reforma da previdência é um exemplo claro da covardia que permeia a classe política. Deputados federais e senadores não querem suas imagens prejudicadas em suas bases e estão querendo deixar que cada estado seja responsável por promover a reforma quando e da forma que acharem necessária. Ocorre que, ninguém gosta de ter direitos reduzidos, não é à toa ser difícil fazer dieta ou poupar dinheiro para as próximas décadas, os nossos instintos primitivos foram formados para que possamos sobreviver hoje, não pensar de maneira lógica no que é melhor para o futuro. Logo, é necessária muita coragem e senso de dever para realizar reformas impopulares. Se os Estados tiverem governadores, prefeitos, deputados estaduais e vereadores fracos, que não resistam ao desagrado dos eleitores, não serão capazes de fazer as modificações necessárias e em breve teremos inúmeros estados quebrados e reivindicando ajuda emergencial da União para pagar pensões e aposentadorias. Estamos carentes de estadistas e rodeados de covardes.

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