Ano passado, durante doze dias de carnaval, criados pela gestão do folião ACM Neto, centenas de famílias inteiras que trabalham como ambulantes nos circuitos da festa, principalmente Barra e Ondina, sobreviveram a todo esse período com suas crianças pequenas ao redor dos grandes isopores amarelos da Skol. Comeram, tomaram banho e dormiram ao relento, de forma humilhante e constrangendo a todos. Apesar das críticas da mídia e dos que presenciaram as lastimáveis cenas sociais e urbanas, a prefeitura de Salvador repete, de forma idêntica, a mesma falha nesse carnaval. Até quando o Ministério Público e demais setores de proteção ao trabalho e à família vão fazer vistas grossas para esse arrepio das leis?