Que competência profissional, já que não é médico ou cientista, e com qual moral, já que sempre negou a pandemia, tem o presidente Bolsonaro em decidir incluir mais categorias nos grupos de prioridade para tomar a vacina que chega em pequenas porções? Nesses onze meses de pandemia resultando em milhões de contaminados e mais de duas centenas de milhares de mortos pela Covid, o irônico presidente nunca deu importância à tragédia entre nós, batizando de “gripezinha” que atemorizava somente os “maricas” do país. Agora, desesperado por calar os movimentos revoltosos contra a esculhambação da sua gestão, agrega motoristas de caminhões, metrôs, trens e ônibus incluindo cobradores, os operários de obras e outras categorias profissionais sem consultar cientistas de valor. Mais uma vez, de nada valem os argumentos de gestores experientes em outras campanhas de vacinação de que é fundamental focar somente em grupos estratégicos diretamente ligados à saúde, além dos idosos em perigo real de vida. O governo quer trocar vacina por votos.