Assuntos humanitários e lucrativos

Não é de agora que política e religião se confundem nos corredores do poder em Brasília. Mas na gestão bolsonarista, de onde se esperava o predomínio exclusivo das fardas dando as cartas, descobre-se, com relatos da CPI da Pandemia, que líderes de templos, seitas e igrejas é que dispõem dos melhores e mais lucrativos trunfos. Esse caso do reverendo Amilton de Paula, fundador de uma Secretaria de Assuntos Humanitários, e que quase fez o milagre de fechar uma compra bilionária de uma carga de vacinas indianas que não existia é uma prova de que o poder paralelo religioso existe e está entre nós. Mesmo que o reverendo-lobista argumente que “fomos usados de maneira ardilosa para fins espúrios”. Coisas do Brasil.

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