O que Eike e Gouvêa não imaginam é que muito provavelmente nenhum dos dois terminará com as debêntures. O grupo de investidores que arrematou os papéis no leilão acaba de viabilizar um cheque de mais de meio bilhão de reais para justamente matar de vez as pretensões de Gouvêa e seu ex-patrão. O que chama a atenção é que a operação dos arrematantes será a primeira SPAC tupiniquim. Pra quem não sabe, SPACs são veículos de propósito específico, feitos justamente para viabilizar a compra de projetos ou ativos rentáveis, como as debêntures bilionárias de Eike. Democraticamente, em breve, pedaços da primeira SPAC farão parte da carteira de milionários comuns.