Traição à pátria 

Não satisfeito em avacalhar às urnas eletrônicas e o processo eleitoral no Brasil, Bolsonaro agora busca eco internacional para os seus desvarios. Seu constrangedor convite a 50 embaixadores para apresentar um Powerpoint do que ele considera prova da fraude do sistema eleitoral brasileiro, a despeito dele e de seus filhos terem sido eleito sucessivas vezes por esse mesmo sistema, está dando o que falar no mundo diplomático. Convidados, o ministro Fachin, do TSE, e o ministro Luiz Fux, do STF, não vão. Recusam-se a fazer plateia para mais esse vexame internacional. Ana Arraes, do TCU, também convidada, não vai. É gravíssimo que um presidente da República convoque representantes de nações para atacar uma instituição do estado brasileiro. Isso pode ser considerado crime de traição à nação que governa. Certamente, no encontro, o mandatário defenderá a jurássica cédula impressa – aí, sim, perigo de fraude. Ele e seu ministro da Defesa, Paulo Sérgio, estão disputando o troféu avacalhação do ano. Bolsonaro está mais perto de ganhar essa premiação, já que afrontar as instituições é sua especialidade.

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