Abraço do afogado 

O capitão joga todas as suas boias ao mar, na tentativa de evitar o naufrágio de sua reeleição. Por insistência desesperadora do marido e do Centrão, a boia da vez é Michelle Bolsonaro. Acreditam, firmemente, que ela pode mitigar os danos causados por anos de agressões do bolsonarismo às mulheres. Ledo engano. Não será o público feminino, mesmo o evangélico, que, pelas mãos de Michelle, será a redenção dessa candidatura corroída dia a dia. Bolsonaro deu um tiro n’água com os embaixadores, apresentando mais do mesmo. Michelle também é mais do mesmo. Assim como os ataques às urnas eletrônicas e aos ministros das cortes superiores. A corrosão da candidatura bolsonarista data de muito antes, quando, contra tudo e contra todos, fez política com saúde pública. Foi um duro golpe num dos pilares mais sagrados da consciência nacional: a vacinação. Paralelo ao seu discurso obscurantista na Covid, com mortes às centenas, a economia brasileira claudicava cotidianamente. Bolsonaro só pensa em motociata. E, hoje, a dona de casa troca peito por pé de frango; carne por osso; leite integral por leite com água. É só dar uma voltinha no supermercado. “A culpa é do Bolsonaro” deixou de ser um post it para ser uma intenção de voto.

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