Inadmissível silêncio 

O deputado Arthur Lira, presidente da Câmara e atual regente do Brasil, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, que não procura por nada, entraram na disputa do troféu “Avacalhação do Ano”, antes primazia de Bolsonaro e seu Ministro da Defesa, Paulo Sérgio, como já antecipara esse blog. O páreo está duríssimo. Enquanto o circo pega fogo, Lira e Aras, convenientemente, se fingem de mortos, esperando que a temperatura baixe em Brasília depois do vexatório encontro do capitão com o corpo diplomático. Até os punhos de renda do Itamaraty, mais afeitos aos rapapés e salamaleques, emitiram nota pública, através da Associação de Diplomatas Brasileiros – ADB, afirmando que discordam das teses delirantes do presidente sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro. Já Aras e Lira preferem o silêncio cúmplice. Quando autoridades fundamentais na estrutura do estado democrático de direito são silentes à delinquência do mandatário do país, em especial num episódio que mereceu até advertência de outras nações, é porque a situação já não é mais grave, é inadmissível. Oremos!

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