Carta de demissão 

“Aquela cartinha” a que se referiu ontem o presidente Jair Bolsonaro ao fazer referência à “Carta em Defesa da Democracia” pode vir a ser a sua carta de demissão do poder. Em apenas 24 horas, a cartinha já reuniu mais de 300 mil assinaturas, que vão desde a Febraban às centrais sindicais. Todos os segmentos da sociedade estão se fazendo representar. Enquanto a mobilização está atraindo brasileiros do Oiapoque ao Chuí, a milícia bolsonarista ataca ferozmente o site que abriga o manifesto. Já foram mais de duas mil tentativas de ciberataque. A horda de fanáticos que segue Bolsonaro está desesperada. Mas, como sempre, as estratégias que os bolsonaristas adotam são enviesadas. Quanto mais sabotam, mais pessoas aderem. O Centrão, Bolsonaro e seu staff de campanha esperavam que julho/agosto fosse o auge do apoio à candidatura, mas está sendo exatamente o contrário: o auge do repúdio.

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