Se Deus poupou Juscelino do sentimento do medo, no caso de ACM Neto, exagerou na dose de covardia. Após inúmeras tentativas frustradas para impedir a candidatura de João Roma, a última do ex-prefeito de Salvador, por meio de seu partido, o União Brasil, foi querer tirar do páreo o petista Jerônimo das eleições ao governo da Bahia. A inusitada artimanha junto ao PT, noticiada pela coluna de Guilherme Amado, do site Metrópoles, propunha alianças entre as legendas na Bahia, São Paulo e Pernambuco, onde o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, sairia candidato a senador, abandonando a pretensão presidencial. Na Terra da Garoa, o partido apoiaria a candidatura petista ao governo de Fernando Haddad. E, na velha Bahia, o pequeno ditador ACM Neto se tornaria o candidato oficial de Lula, que goza ainda de grande popularidade entre os baianos. É um prato muito indigesto para os petistas da Boa Terra, que não engoliram o aliado Otto Alencar para governador, quanto mais fazer campanha para o neto de Toninho Malvadeza. O sonho do baixinho de se eleger governador da Bahia sem adversários vai se transformar na tragédia de ficar fora do segundo turno. Castigo para um frouxo neto, ou melhor, nato!