Se o chefe do Executivo municipal diz que fará a parada cívico-militar no centro da cidade do Rio de Janeiro, não será o chefe do Executivo federal que vai transferi-la para Copacabana. Bolsonaro pode muito como mandatário da nação, mas não pode tudo, como, por exemplo, obrigar o prefeito Eduardo Paes a atender seus caprichos eleitorais. Paes tirou o corpo fora. Não quer essa bomba no seu colo. Bolsonaro quer caçar briga, com gestos de provocação, colocando em risco a vida de muitas pessoas, inclusive do gado que o segue. Talvez ele queira realmente criar uma tragédia parecida com a que ocorreu no Riocentro. E, como naquele episódio, essa bomba pode explodir no seu colo.