Os negros e a eleição II

Pelas pesquisas mais recentes, com foco étnico, Lula passou de 38% para 36% entre pardos e de 44% para 42% entre pretos, uma pequena queda; mas dentro da margem de erro. Bolsonaro oscilou de 22% para 24% entre pardos e de 17% para 20% entre pretos, também na margem de erro. Provavelmente reflexo do recente “pacote de bondades”. No entanto, o petista continua tendo ampla vantagem entre pretos e pardos. O cruzamento entre religiões já foi significativo em outras eleições. E o Brasil de 2022 é cada vez mais cristão, evangélico e neopentecostal, setor onde Bolsonaro tem maioria. Mas não se pode esquecer a persistente inflação dos preços dos alimentos que atinge duramente as faixas de menor renda e as políticas educacionais, como cotas, com as quais milhares de pessoas negras alcançaram a universidade nas últimas duas décadas, iniciativas dos governos petistas.

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