O que se comentava à boca pequena na Sefaz da Prefeitura de Salvador, quando foi oficializado o reajuste de 50% na taxa de lixo, era que o aumento bem acima da inflação teria destino eleitoral. O Ministério Público foi acionado por um grupo de deputados estaduais, mas, até o momento, não deu uma satisfação sobre a disparidade do tamanho do índice, principalmente quando comparado ao do IPTU, corrigido pelo IPCA de 10,7%. Afinal, onde foi parar a verba excedente que corresponde aos excessivos 39,3 pontos percentuais a mais de reajuste na taxa de lixo deste ano eleitoral? Se o MP tiver disposição de cumprir seu dever, várias matérias jornalísticas publicadas no site obastidor.com.br dão boas pistas para seguir a dinheirama extra da taxa de lixo. Não são poucos os amigos do ex-prefeito ACM Neto apontados nas reportagens que prestam serviços de limpeza pública à prefeitura de Salvador desde a sua gestão. Um deles disponibiliza aviões à campanha do baixinho e mantém relações bem perigosas com prefeitos do interior. Pelo jeito, a rádio peão da Sefaz tinha razão. O MP precisa acordar e investigar esse possível desvio de dinheiro público para o financiamento de campanha política. Não basta o bilionário fundo partidário?