Puxadas por pesos pesados do PIB, as doações de pessoas físicas a partidos e campanhas neste ano já superam a marca de R$250 milhões. Individualmente, catorze empresários doaram mais de R$1 milhão cada e, com isso, lideram o ranking de doação, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. Pela lei, pessoa física pode doar até 10% do rendimento bruto do ano anterior à eleição. O controlador da empresa de aluguel de carros Localiza, Salim Mattar, ex-secretário de desestatização do governo Bolsonaro, fez doações que já somam quase R$3,5 milhões, divididos entre 27 candidatos a deputado federal de diferentes estados. Em São Paulo, o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do PL, recebeu 10% dos recursos. No Paraná, também foi beneficiado o ex-PGR e ex-chefe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol. Outro nome do topo na lista de doadores é o banqueiro Candido Botelho Bracher, ex-presidente do Itaú Unibanco, com cerca de R$1,5 milhão distribuído para, entre outros, o candidato Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro que concorre ao Senado pelo Mato Grosso do Sul. No ranking estão ainda o controlador da fabricante de calçado Grendene, Alexandre Grendene, com doações de R$2,5 milhões, o economista Armínio Fraga, fundador da Gávea Investimento e ex-presidente do Banco Central, com 1,4 milhão, além do industrial de Santa Catarina, Ricardo Minatto com R$1,2 milhão.