Um amigo, moderado, bem informado e adepto da terceira via; grita ao telefone apoplético “aqui na Bahia fascista não se cria”. Não, não é um recém-convertido revolucionário bolchevique, mas um nordestino indignado com as últimas declarações do candidato do PL à presidência. Esse é um erro do qual o tal candidato vai se arrepender por muito tempo. Em primeiro lugar, porque demonstra, além do ressentimento pelas sovas eleitorais que tomou em todos os estados da região, desconhecimento. O Ceará é modelo internacional para a Educação. E alunos nordestinos ganham, em geral, 80% das medalhas nas Olimpíadas nacionais de História e Matemática, realizadas todos os anos. A realidade é inversa ao que afirma o candidato. No Nordeste, é o investimento em Educação, do qual ele acaba de tungar 2,4 bilhões, para investir na reeleição, que faz a diferença. Daí a revolta e a declaração infeliz. Uma nova surra de votos se desenha.