Não foi convidado

Bolsonaro, enquanto presidente, nunca se interessou em comparecer à festa católica que homenageia “Nazinha”, como os romeiros, carinhosamente, se referem à santa. A três semanas do segundo turno das eleições, travestiu-se de católico praticante e foi também tirar sua casquinha no evento, que reúne mais de 2 milhões de pessoas. Começou aí sua segunda encrenca. Recebeu recados críticos de todos os lados. A Arquidiocese de Belém, em nota assinada pelo Arcebispo Dom Alberto Taveira Corrêa, advertiu não ter convidado o presidente e criticou qualquer uso político da festa. Uma ducha de água fria. O governador Helder Barbalho e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, também atacaram duramente a presença de Bolsonaro: “a fé não pode ser sequestrada por candidatura à presidência”, criticou o prefeito. E arrematou: “de um candidato que sequer é católico”. A imagem de evangélico colou em Bolsonaro, que, quando lhe convém, afirma ser católico.

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