General Heleno, o depoimento do ano II

Heleno entende de atos antidemocráticos. Em 1977, era um auxiliar direto do ministro do Exército Sylvio Frota. O ministro, insatisfeito com a decisão do presidente da República, de então, o também general Ernesto Geisel, de tornar a ditadura (1964-1985) menos violenta e autoritária. Geisel propunha uma Abertura ou Distensão. Ou seja, concessões à sociedade e à oposição, mas sem perder o controle e sem chegar à Democracia. Frota, que sonhava ser o sucessor de Geisel, queria mais do mesmo, Censura, Repressão e Parlamento intimidado. Tentou dar um golpe dentro do golpe, com apoio da chamada Linha Dura. Um grupo de militares que pensava como Bolsonaro e Heleno pensam hoje. O golpe não funcionou. Geisel armou um esquema de defesa e demitiu Frota. Pela primeira vez na história do país um ministro do Exército perdeu o emprego. Apesar da experiência malsucedida, Heleno manteve-se Linha Dura e até hoje é um fiel seguidor dos seus princípios.

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