Ajudante de Ordens, como diz a nominação, é para ajudar nas ordens do chefe. Deve ser um túmulo, discreto e leal. Já no governo Jair Bolsonaro, o ajudante de ordens foi estridente, falante e golpista. Esse é o perfil fiel e acabado de Cid Sampaio. Não bastasse, teve na mulher, Gabriela, a parceira ideal para a série de crimes que tramou. Ambos e mais alguns comparsas estão, agora, nas mãos dos federais. Por tudo que desenhou no seu celular, com esmero e lápis de cor, é impossível que o ajudante de ordens não tenha atendido às ordens do seu chefe Bolsonaro para estimular o golpe. O ex-mandatário se finge de morto, diz que não sabia de nada e, ainda por cima, comete um crime contra um dos princípios mais sagrados dos militares: abandonar os feridos no campo de batalha.