O novo herdeiro político de ACM

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, se habilita a ser o herdeiro político de ACM, aquele que empunhava a bandeira da Bahia em primeiro lugar. Pelo menos, é o que se depreende da reportagem de O Estadão, publicada ontem. Sob o título “Agenda de Rui Costa tem Bahia demais, Brasília de menos”, se relata que o ex-governador baiano tem priorizado encontros com conterrâneos em vez de com congressistas, que se queixam das demandas não atendidas pelo articulador político de Lula. Foram contabilizadas 91 audiências com parlamentares e prefeitos baianos em seis meses e 13 viagens para cumprir 28 agendas em seu estado natal, sendo três, acompanhando o presidente da República. A marcação está cerrada, mas Rui está de olho na eleição de seus aliados nos municípios baianos, inclusive na capital, no próximo ano, e na sua cadeira de senador, com as reeleições de Wagner e do governador Jerônimo Rodrigues em 2026. Atire a primeira pedra quem em Brasília não prioriza os interesses de sua base eleitoral. Como já dizia, La Rochefoucauld: “A hipocrisia é o elogio do vício à virtude”. ACM renasce no PT.

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