O novo orixá da Bahia

Pelo mito criado em torno da forte ligação com a Bahia e com as religiões de matriz africana, ACM teria se tornado um orixá quando de sua morte, segundo o folclore da política baiana. Parece que emerge um novo candidato à divindade na Terra de Todos os Santos. E não é nenhum descendente do Cabeça Branca, como era chamado pelos praticantes dos cultos afro-brasileiros. É o presidente Lula. Ele foi a estrela da festa dos 200 anos da Independência da Bahia. No 2 de julho, só deu ele. Não teve pra governador nem prefeito. Os adversários políticos não apareceram. Nem ACM Neto, tampouco João Roma. Para se equiparar a popularidade dele na data cívica baiana, só as figuras simbólicas do Caboclo e da Cabocla. Lula não deixou por menos e prolongou a estadia. Ontem já estava em Ilhéus, acompanhado de sua corte baiana, participando do início de obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Tomara que dessa vez o trem chegue no trilho.

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