Festa da ingratidão

A ausência do advogado Roberto Teixeira na comemoração da posse de seu genro Cristiano Zanin como novo ministro do STF poderia ganhar uma paródia em cima de “Naquela Mesa”, clássico samba do jornalista Sérgio Bittencourt em homenagem a seu pai, Jacob do Bandolim. Certamente não seria em tom de saudosismo e amor paterno como a canção original. Infalível na dissolução de famílias, o vil metal afastou sogro e genro. Desentenderam-se na repartição de milhões em honorários de uma causa. A briga não ficou restrita à esfera profissional. Resvalou para a família. Filha e marido romperam relações com o sogrão, que naquela festa do arromba deveria ter sido referenciado pelo genro, já que fora ele o elo que ligou o jovem advogado a Lula, aquele que o ungiu ministro do Supremo. Que gratidão? Fala mais alto o tilintar das moedas do que os laços familiares na corte brasiliense. Sobrou pra Lula assobiar o refrão em homenagem ao compadre barrado na festa, que tantas mordomias lhe custeou na vida: “Naquela mesa tá faltando ele/E a saudade dele tá doendo em mim”.

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