A realidade trazida por este blog (*leia aqui*) é alarmante: uma década marcada por atrasos e escassez de hemoderivados essenciais em diversos tratamentos médicos. Há mais de uma década, a Hemobrás assumiu o papel central no processamento de plasma humano no Brasil, uma decisão que se mostra, cada vez mais, equivocada. A quebra desse monopólio não somente abrirá portas para uma concorrência saudável e inovação na indústria de biotecnologia nacional, mas também desmantelará uma rede de interesses que, até o momento, freiam avanços significativos na área. A concentração da defesa desse monopólio em políticos pernambucanos, estado sede da empresa, e nos privilegiados membros do seu conselho de administração, beneficiados por vultosos jetons, é uma indicação clara de interesses arraigados que vão além do compromisso com a saúde pública.