Enquanto adversários políticos trocam farpas pela imprensa sem apresentar soluções para o aterrorizante problema da segurança pública, Salvador vem se transformando numa cidade fantasma. Se pelo dia os comerciantes de rua sentem na pele a queda do movimento, basta começar a anoitecer para não se ver vivalma a circular pela cidade. Nos chamados bairros nobres – Barra, Graça, Canela, Campo Grande, Ondina e Pituba -, a impressão é de que oficiosamente um toque de recolher foi instituído pelos moradores. A partir das 18 horas, as ruas ficam desertas, nem automóveis passam. O terror que se instalou na capital baiana com as guerras das facções criminosas mantém as pessoas amedrontadas em suas casas numa solidão compulsória. A desoladora situação está pior do que durante a pandemia.