O discurso de liberdade da família Bolsonaro não combina muito com a prática. Na coluna de domingo de Lauro Jardim, em O Globo, é revelado um inusitado projeto do vereador Carlos Bolsonaro. Tramita na Câmara carioca a proposta do 02 do ex-presidente da República que obriga equipes médicas da capital fluminense a convidarem gestantes para que ouçam os batimentos cardíacos de seus fetos antes de optarem em definitivo pelo aborto legal em casos de estupro. Além de estapafúrdio e inspirado na Hungria, do ditador Viktor Orban, o projeto de impor obrigação de caráter puramente moral a um profissional de saúde não tem nada a ver com liberdade. A não ser que essa liberdade apregoada pelos Bolsonaros seja tão relativa quanto a democracia de Lula.