Nas esferas políticas internacionais, palavras muitas vezes são trocadas com cautela excessiva e ações concretas são raras. Mas houve uma exceção notável durante a recente reunião do Conselho de Segurança da ONU: o discurso impactante do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. O ministro foi incisivo: “O Conselho de Segurança realiza reuniões e ouve discursos, sem ser capaz de tomar uma decisão fundamental: pôr fim ao sofrimento humano no terreno”. Ele fez a pergunta que pairava no ar, mas que poucos ousavam formular: “Se não agora, quando? Quantas vidas mais serão perdidas até que finalmente passemos da retórica à ação?”.