Vargas no varejo

Não é novidade que o legado do ditador e ex-presidente Getúlio Vargas é usado de acordo com a conveniência política de cada um, da direita à esquerda. Para os que querem exaltar o papel do gaúcho que governou o país por 15 anos, de 1930 a 1945, sem que tenha sido eleito, a criação da CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, é um marco em defesa dos trabalhadores. Quando se quer taxar uma medida qualquer como autoritária, recorre-se sem pudor ao período ditatorial de Vargas conhecido como Estado Novo (1937-1945). É o que fizeram recentemente, por exemplo, os ministros do STF Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, ao se insurgirem publicamente contra a PEC que tramita no Senado para limitar os poderes do Supremo. Aliás, a referida proposta de emenda constitucional deverá ser votada na semana que vem.

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