Ele perambulava pelas ruas de Salvador. Chamava a atenção pelas indumentárias e máscaras esquisitas. Ganhara o status de ser mais um personagem exótico da Velha Bahia, a exemplo da Mulher de Roxo. Ninguém estava nem aí — poderes públicos, políticos, marchands e quejandos — com o artista que estava por trás daquele, diríamos, doido. Então, depois de mais de 30 anos, expondo de forma ambulante a sua arte sobre o próprio corpo, Jayme Fygura morre e vira celebridade. Poderes públicos, políticos, marchands e quejandos não economizam agora elogios ao “grande artista da Bahia, que nos lega uma obra substantiva e original”. Trágica glória póstuma…