A cobrança pública de Lula, de que o PT nunca assumiu a Prefeitura de Salvador, apesar de estar à frente do governo do estado há mais de uma década e meia, foi interpretada nos meios petistas como uma espécie de “aviso prévio” ao ministro Rui Costa. Passada as festas de fim de ano, é possível que Lula comece a articular uma remodelação no governo, e a cabeça do seu chefe da Casa Civil está a prêmio. Assim, a candidatura do ex-governador ao Palácio Tomé de Sousa surgiria como uma solução natural para afastá-lo da Casa Civil sem que se produza uma crise política no partido. Rui Costa tenta como pode resistir no cargo e até aceitaria de bom grado trocar a Casa Civil pelo comando da Petrobras, caso a Lei das Estatais venha a permitir. Com o gordo orçamento da petroleira, ele teria capacidade de ação e visibilidade máxima para sobreviver na arena política até 2026, quando pretende disputar uma cadeira no Senado.