Tal qual Edward John Smith, Comandante do Titanic, o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro vê o imenso iceberg se aproximar e nada pode fazer. Um relatório da Polícia Federal (PF) revela que ele recebeu propina sete vezes entre 2017 e 2019, período em que ocupou os cargos de vereador e vice-governador do estado. O total de pagamentos somados chega a R$ 326 mil e US$ 20 mil. Castro tenta aparentar tranquilidade e diz que as acusações são “infundadas, velhas e requentadas”. As investigações da PF são, para usar uma palavra da moda, robustas; e serviram de base para a decisão do ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizar buscas na casa do irmão de criação do governador, Vinícius Sarciá, enrolado até o último fio de cabelo no esquema.