É inadmissível num país minimamente sério que uma triste figura como Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), dê as cartas na política partidária e ofenda, sem ser punido, autoridades da República. Ressuscitado politicamente pela onda direitista que elegeu Jair Bolsonaro e à subserviência descarada dele em relação ao ex-presidente, Costa Neto “joga para a plateia” bolsonarista e para o “chefe” ao atacar o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a quem classificou de “frouxo” e omisso por permitir buscas da Polícia Federal-PF nos gabinetes dos deputados federais, Carlos Jordy, (PL-RJ), líder da oposição na Câmara; e Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência-ABIN (2019-2022), dois bolsonaristas de carteirinha e candidatos a prefeito nas próximas eleições. “Falando grosso”, Costa Neto afirmou que Pacheco deveria pedir o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal-STF, Alexandre de Moraes. Qual é a autoridade moral de Costa Neto para pressionar alguém?