Fogo na trincheira bolsonarista III

Na malta bolsonarista muitos atribuem a disposição do general Freire Gomes de abrir o verbo, para os rapazes e moças da Polícia Federal, ao também general Walter Braga Netto. Numa das muitas ligações telefônicas interceptadas pela PF, Braga Netto chama Freire Gomes de “cagão” por não ter aderido ao golpe. Braço direito de Bolsonaro em todas as sandices do governo Bolsonaro, Braga Netto emerge como o grande operador da tentativa de golpe. Mas o empenho do general não era nem ideológico, nem patriótico, mas econômico. Se manter no poder seria um ótimo negócio para ele e seus cupinchas. Um exemplo: ele recebeu 926 mil reais de salários em apenas dois meses de 2020, quando o Brasil atravessava o auge da pandemia de Covid-19. A denúncia foi do deputado Elias Vaz (PSB-GO), a partir de informações publicadas no Portal da Transparência. Braga Netto nunca desmentiu nem acionou o deputado judicialmente.

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