A malta bolsonarista está em pânico com os desdobramentos e consequências do depoimento do general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército. Os cuidados da PF para que não haja vazamentos sobre o conteúdo indicam que o material é precioso. O que se sabe até agora é que o general não deixou pergunta sem resposta e fez questão de detalhar todas as ações do plano golpista e determinar responsabilidades, o famoso “nome aos bois”; um termo bem apropriado quando se fala em bolsonarismo. Dizem as más línguas que o desespero começou logo cedo, quando no Jornal Hoje, da “comunista” Rede Globo de Televisão, o jornalista César Tralli disse que uma fonte o havia informado que Freire Gomes estava respondendo a todas as perguntas, com riqueza de detalhes e colaborando com as investigações. Tralli fez uma previsão que se confirmou, “o depoimento vai longe.” E foi o que aconteceu, o general falou por mais de sete horas. Antes de implicar os bolsonaristas, o que Freire Gomes mais deseja é manter-se na condição de testemunha. O primeiro passo nessa direção ele já deu, abriu o verbo.