A neta ou filha do general Médici

Essa onda de descrédito na qual estão surfando os militares parece novidade, mas não é. Eles cometem “pedaladas” desde há muito. Mesmo aqueles considerados exemplos de correção, como o general Emílio Garrastazu Médici, o terceiro dos cinco presidente generais (1964-1985) que, com mão de ferro, administraram uma ditadura que nada tinha de branda, como defendem alguns luminares da nossa grande (?) Imprensa. Pouco antes de morrer, Médici adotou a própria neta, Cláudia Candal Médici, na época com 21 anos e com pais vivos. Quando ele e sua viúva morreram, ela herdou uma pensão que, em valores atuais, deve beirar os 40 mil reais. Os militares enchem a boca, “é legal”. Sim. Ela tem direito vitalício a essa pensão desde que se mantenha oficialmente solteira, o que não exclui relações estáveis e filhos. Do mesmo modo, outras 144 mil filhas de militares desfrutam do mesmo privilégio. E quem paga todas essas benesses? Alguma dúvida?

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