As razões do tenente-brigadeiro Baptista Júnior

É mais do que sabido que o tenente-brigadeiro do ar, Carlos de Almeida Baptista Junior, comandante da Aeronáutica durante o governo Bolsonaro, não embarcou na aventura golpista. E a exemplo do general Freire Gomes, respondeu a todas as perguntas dos rapazes e moças da Polícia Federal, com riqueza de detalhes. E mais do que sabido também que o general Braga Netto cuspiu fogo quando soube da colaboração do tenente-brigadeiro com as investigações. E já tinha se manifestado rispidamente quando Baptista Jr. tirou o corpo da conspiração, “traidor da pátria”. Que pátria seria essa? Depois do já famoso depoimento, Baptista Jr. Mandou um recado por uma rede social, “Já tendo passado dos 60 anos, não tenho mais o direito de me iludir com o ser humano, nem mesmo aqueles que julgava amigos e foram derrotados pelas suas ambições”. Comenta-se no meio militar que foi um erro da malta bolsonarista-golpista convidar Baptista Jr. para o golpe. Ele é filho do tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, que comandou a Aeronáutica entre 1999 e 2003, no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), considerado discreto e legalista enquanto esteve na ativa.

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