Ouvidos de mercador

Os reclamos do ministro do STF (terrivelmente evangélico), André Mendonça, não têm razão de ser. No Rio de Janeiro, muitos líderes do tráfico de drogas são evangélicos e fazem questão de propagar a crença. Além do mais, o estado tem um histórico lamentável de ataques de intolerância religiosa em comunidades, praticados por traficantes. Até os postes do Rio de Janeiro sabem que há uma convivência, no mínimo amistosa, entre o tráfico de drogas e igrejas evangélicas neopentecostais; e também entre milícias e igrejas neopentecostais. Relações diferentes que por vezes se misturam. O ministro Gilmar Mendes não disse nada de novo ao se referir às narco milícias evangélicas A parceria entre tráfico, milícias e igrejas pentecostais, na periferia do Rio de Janeiro, é, por exemplo, tema estudado, há mais de 20 anos, pela socióloga Christina Vital Cunha, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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