O ex-chefe da polícia Rivaldo Barbosa tomou posse como chefe da Polícia Civil do estado em março de 2018, um dia antes do atentado. Foi escolhido pelo general Richard Nunes, na época secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, então sob intervenção federal na Segurança Pública. O interventor federal era o general Walter Souza Braga Netto, atualmente às voltas com uma investigação de golpe de estado com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Rivaldo indicou para o caso o delegado Giniton Lages que, classificou na época, como de sua total confiança. Não por coincidência, Giniton Lages sofreu busca e apreensão da PF na mesma operação que prendeu os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa. Também sofreu busca e apreensão o delegado Marcos Antônio de Barros, apontado como um dos principais responsáveis por barrar as investigações na Polícia Civil do Rio de Janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Giniton e Marcos Antônio sejam afastados de suas funções.