Como a coluna tinha antecipado, “a casa caiu”. Para quem conhece os meandros do poder no Rio de Janeiro e o submundo do crime, que em muitos momentos passeiam de braços dados, não há surpresa alguma nas prisões do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ); do irmão dele, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); e do ex-chefe da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, não confundir com o ex-deputado federal pelo PDT-RJ, que tem o mesmo nome. Um exemplo, Domingo Brazão, que tem uma extensa ficha policial e mesmo assim é conselheiro do TCE, foi denunciado em 2019 como mandante dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, inquérito assinado pelo delegado da Polícia Federal Leandro Almada da Costa, atual superintendente da PF no Rio de Janeiro. Mesmo assim, a denúncia não andou. Comenta-se nos meios políticos-policiais que as ligações de Brazão com o governo Bolsonaro foram responsáveis pelo não indiciamento. Em 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou uma denúncia contra Brazão por atrapalhar as investigações.