Paulo Francis acabou se autoexilando em Nova Iorque em 1971 pela dificuldade de trabalhar no Brasil. Na bem-sucedida carreira de correspondente internacional, atuando na Folha de São Paulo, Estadão e Rede Globo, nos anos 1990, ele deu o furo sobre os escândalos da Petrobras 30 anos antes do que seria constatado pela operação Lava Jato. Pagou caro por isso. Acabou sendo vítima fatal do estresse do absurdo processo na justiça americana, movido pelo então presidente da estatal, o famigerado Joel Rennó, que, com a medida, tentou intimidar o intimorato jornalista. O tempo provou que a denúncia de Francis era a mais pura verdade.