Na sua campanha para tornar-se vítima e provar que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, o persegue e é o inimigo a ser combatido, o ex-presidente Jair Bolsonaro vem usando diversas estratégias. A mais recente foi pedir de volta o passaporte, confiscado pelo STF, para uma visita a Israel, a convite do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Bolsonaro já sabia de antemão que o pedido seria negado. É óbvio que a recusa provocou uma onda de solidariedade do bolsonarismo mais radical e delirante nas redes sociais. Essa era a ideia. Bolsonaro está consciente de que na atual conjuntura não ganha nada no STF. Na realidade, a grande preocupação do ex-capitão e seu entorno é a queda de popularidade. Pesquisa recente, do Datafolha na capital paulista, revela que 63% dos eleitores não votam de forma alguma em candidatos indicados por ele. Há outros sinais no horizonte.