Está marcado para a próxima segunda-feira, 03/06, o depoimento do delegado Rivaldo Barbosa à Polícia Federal. Ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, é acusado de participar da conspiração para assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), e o motorista Anderson Gomes. Barbosa implorou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, para prestar depoimento. E tem chances reais de ser liberto e responder ao processo em liberdade. O advogado de Barbosa, Marcelo Ferreira, inclusive já entrou com o pedido de liberdade junto ao STF. Juristas e criminalistas ouvidos sobre trechos da delação premiada de Roni Lessa, divulgados no Fantástico de 26/05, foram unânimes em identificar inconsistências nas declarações e falta de provas convincentes no processo, reconhecidas pela própria PF. Os investigadores não conseguiram provar os encontros de Barbosa com os irmãos Brasão e nem mesmo os encontros de Lessa com os dois irmãos, acusados de mandantes. A PF também não conseguiu confirmar as declarações de Lessa de que receberia terrenos como pagamento pelo “serviço”. Terrenos que renderiam, segundo ele, mais de 100 milhões de reais. Um valor irreal segundo aqueles que acompanham o desenvolvimento das milícias no Rio de Janeiro. Nem mesmo a arma do crime foi identificada. A reportagem do Fantástico, esperada com grande expectativa, foi na realidade uma decepção e, segundo juristas e criminalistas, deixa um campo aberto para que o caso continue sem solução.