Um obscuro personagem surgiu como o arauto da anulação da MP do Fim do Mundo, a execrada Medida Provisória 1227 que restringiria o uso dos créditos tributários do PIS e do Cofins. Presidente da CNI, o baiano Ricardo Alban foi o escolhido estrategicamente por Lula no lugar do ministro da Economia, Fernando Haddad, para abafar o problema criado com a temerária iniciativa governamental. De herdeiro de uma fábrica de biscoitos falida a presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), em sucessão ao irmão de PC Farias, Gilberto Farias, morto pouco tempo após ocupar o cargo, Alban estreitou relação com Jaques Wagner, virou “queridinho do PT baiano” e chegou ao topo da representação industrial brasileira.