Para um político que já desfrutou do apoio e das estratégias de Lira, atacar a própria base não é apenas uma traição, mas também uma demonstração de fraqueza e falta de visão. Ao pregar contra a “unanimidade artificial” que cerca Lira, Elmar se coloca em uma posição delicada, tentando buscar apoio em um presidente que não esquece as ofensas passadas e, ao mesmo tempo, fragilizando sua base política no Congresso. Elmar Nascimento parece trilhar um caminho de isolamento, onde o excesso de ambição e a falta de lealdade colocam em risco sua trajetória. A política é feita de alianças, memórias e, acima de tudo, credibilidade. Na busca por um ministério ou qualquer cargo relevante, o deputado deveria lembrar que a confiança é algo construído, e não conquistado por conveniência de ocasião. Lula não esquece, e Brasília também não.