A ocupação desenfreada das calçadas por bares e restaurantes em Salvador, especialmente no Rio Vermelho, na Barra e no bairro da Ribeira, onde trabalhadores protestaram contra a retirada de mesas e cadeiras, revela um conflito entre o espaço público e interesses comerciais. Com a mobilidade dos pedestres comprometida, o que deveria ser um ambiente de circulação se torna extensão de negócios privados. Enquanto isso, a fiscalização muitas vezes parece insuficiente ou, em certos casos, complacente, permitindo que o desrespeito ao código de posturas urbanas se intensifique. É essencial que a administração pública busque um equilíbrio, garantindo que o espaço urbano permaneça um direito de todos e não uma área cedida ao comércio.